terça-feira, março 21, 2006

A teoria da decisão segundo Durão Barroso

Na Visão Online
Durão diz ter agido com base em informações «não confirmadas»
No terceiro aniversário do início da guerra no Iraque, o antigo primeiro-ministro português afirma ter apoiado a invasão com base em informações «que não foram confirmadas»

terça-feira, fevereiro 14, 2006

A ler

Margens de erro: Guerras

Para os que consideram Huntington dotado de infalibilidade papal, um pouco de trabalho de campo pode ajudar a morigerar os ímpetos bélicos.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Caricaturas

Sobre uma caricatura, tal como sobre outra forma de expressão, podem-se ter vários tipos de reacções. Podemos gostar, pode-nos ser completamente indiferente, pode-nos causar repulsa, etc. Há toda uma gama de reacções possíveis, e cada um é livre de por sua vez manifestar o seu agrado ou desagrado.
As caricaturas do obscuro jornal dinamarquês não figurariam certamente em nenhum ranking de excelência dessa forma de expressão, e por esta altura já estariam esquecidas. No entanto arriscam-se a ficar na história, por causa das reacções enfurecidas e violentas de multidões encorajadas por quem está interessado em deitar gasolina na fogueira. E por causa dos governos que tal permitiram pela sua passividade cumplíce. E que se arrogaram o direito a exigir pedidos de desculpas e a punição exemplar dos jornais e jornalistas que publicaram as caricaturas. Noutros termos, exigiram a outros países a aplicação de penas e leis que não constam (felizmente) do seu ordenamento jurídico.
Claro que se pode argumentar que, do lado dos países europeus, esta situação é do agrado (e pode mesmo resultar em benefício) das forças e correntes de extrema direita, nacionalistas e xenófobas. Pode ser verdade, e tal não me agrada. Mas para a questão de fundo isso é irrelevante.
E a questão de fundo é a defesa do direito à livre expressão, e nessa não pode haver transigências.
O que os governos europeus deviam fazer era explicar às multidões enfurecidas e aos governos dos países ofendidos que têm todo direito de se sentir ofendidos, mas nenhum de praticar os actos de violência que continuam, nem de exigir pedidos de desculpas. Mas o que vimos infelizmente foram caricaturas de outro tipo.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Presidenciais

Cavaco Silva foi eleito com 50,6% dos votos expressos. Em democracia, por um voto se ganha e por um voto se perde, pelo que só há que aceitar os resultados e a inevitabilidade.
Mas o resultado de Cavaco mostra uma coisa muito mais importante: que, ao contrário do que muitos pensaram e se resignaram antecipadamente, Cavaco não era um vencedor antecipado e folgado destas eleições. Durante quase cinco anos os jornais apresentaram-nos um Cavaco "futuro Presidente", quando ainda ninguém, nem o próprio, era candidato. Quase todas as semanas apareciam as "sondagens" em que os intervenientes eram Cavaco e outros que os jornais achavam que deviam aparecer (e que depois nem sequer se candidataram), em que Cavaco vencia sempre folgadamente à primeira volta, mas se por um acaso do destino houvesse segunda volta, a vitória era ainda mais expressiva. Quanto ao próprio, nada dizia, e quando escrevia, era só sobre o único tema em que tem opinião, as finanças públicas. Aliás, ainda hoje, passada a pré-campanha, a campanha e as eleições, ainda não se sabe o que o agora Presidente eleito pensa sobre questões tão secundárias como a política internacional e o papel de Portugal, sobre a política comunitária, sobre a imigração, etc etc.
Quanto à esquerda (às forças políticas que têm por obrigação definir estratégias para o futuro, leia-se o PS, principalmente), enquanto lentamente Cavaco e os media construiam a imagem de candidato vencedor, assobiava para o ar. E depois veio a trapalhada da candidatura de Mário Soares. Não está em causa a pessoa do candidato, o seu papel na luta contra a ditadura, na construção da democracia, no assumir do desafio europeu. Também é verdade que entre os candidatos era o único que tinha uma visão cosmopolita e não paroquial e uma opinião clara e expressa sobre as grandes questões e desafios que se colocam ao país, à Europa e à comunidade internacional. Mas era preciso, para além desses atributos, que fosse uma personalidade aceite pelos eleitores, e aqui entraram factores que merecem um estudo mais aprofundado, porque era nítida a rejeição de largas fatias da população. Talvez não pelas melhores razões, talvez por factores menores (mas largamente empolados pelos media) como a idade e o facto de já ter desempenhado todos os cargos possíveis e imaginários na república, talvez por ter dito um ano antes que bastava de política activa e depois, dando o dito por não dito, se ter candidatado. Seja pelo que for, viu-se cedo que não era candidato para estas eleições.
E não faz nenhum sentido atirar as culpas para Manuel Alegre: na minha opinião, Alegre (para além de, certamente, ter captado alguns votos que iriam a contragosto para Soares) adicionou votos que de outra forma se perderiam, assim aumentando as possibilidades de Cavaco ganhar à primeira volta, e por uma margem mais significativa. Mas também é claro que não seria Alegre o candidato para derrotar Cavaco, pois se fosse apoiado pelo PS o seu discurso seria necessariamente diferente, e muitos dos que nele votaram já não o fariam.
E agora, em vez de se lamentarem e de lavarem a roupa suja, já começaram a pensar para daqui a 5 anos, no mínimo para preparar as de aqui a 10 anos?

sábado, dezembro 03, 2005

Cita do dia

"Whoso would be a man must be a nonconformist."
- Ralph Waldo Emerson

sexta-feira, outubro 28, 2005

A quadratura do círculo é possível!

Computer Programming Humor

"The primary purpose of the DATA statement is to give names to constants; instead of
referring to pi as 3.141592653589793 at every appearance, the variable PI can be given
that value with a DATA statement and used instead of the longer form of the constant.
This also simplifies modifying the program, should the value of pi change."
- FORTRAN manual for Xerox computers

A ACME existe! Visite-a

Quando eu era miúdo, os cinemas antecediam os filmes não apenas de jornais de actualidades (onde pela primeira vez ouvi a voz de Fernando Peça), mas também, quase obrigatoriamente, de um desenho animado de curta-duração. Eram da Disney (Mickey, Donald, etc.), da MGM (Tom e Jerry, por Hanna e Barbera antes de se tornarem independentes), e, os meus preferidos, da Warner Brothers (Road Runner/Bip Bip e Willy Coyote, Daffy Duck, Silvester e Tweety, etc etc, sob a mestria de Chuck Jones e outros, mas sobretudo com a voz mágica de Mel Blanc - que ainda ouvimos pouco antes de falecer em "Quem tramou Roger Rabbit"). Nestes, todos nos lembramos que quando o Coyote encomendava uma geringonça qualquer para tentar apanhar o Bip Bip, essa geringonça era invariavelmente de marca ACME. Claro que o inevitável falhanço da maquineta não era grande recomendação para a marca, mas ela permaneceu em actividade durante décadas, aparecendo em muitos outros filmes e séries televisivas. Visite o seu site não oficial para encomendar os mesmos produtos que Will E. Coyote!

segunda-feira, outubro 10, 2005

Drug Rehab For George by Mike Rogers

This guy claims that he hears God’s voice. And if you people don’t do think something has got to be done about him, then you are as nutty as he is.


As a fully recovered hard-core speed addict you can believe me when I say that I have met people who truly believed that God spoke to them. And you can also trust that I met those people where they deserved to be: In a mental hospital for recovering drug addicts.

George W. Bush, the man who claims that God speaks to him, is the perfect president for the insane asylum we’ve come to know of as The United States of America.

sexta-feira, outubro 07, 2005

Teste de post por mail

Este é mais um teste, para ver como fica um post utilizando a possibilidade que o Blogger oferece de colocar pelo mail atribuído ao blog.
 
E já agora, ainda bem que as eleições autárquicas são já no domingo, para se acabar com a tristeza que tem sido a campanha, que nada dignifica a democracia.
E para vermos se os "renegados" e "inocentes até prova em contrário" (sem ironia) sempre vão vencer os partidos que os chutaram para canto.
 

quinta-feira, setembro 08, 2005

Paco e Trica negando-se a ver televisão

Como este post é apenas de teste, e para não ser de todo desenxabido, apresento os meus gatos, o Paco (o grandão) e a Trica.